Ela te olha
eu olho pra ela
e pra você.
Você não olha.
Você não viu?
Você não quer?
Eu olho pra você:
”?”
Você vê através de mim:
“Eu quero só você.”
Eu quero só você.
Só você.


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Andressa, dezesseis anos, sou alta e estranha.Ela te olha
eu olho pra ela
e pra você.
Você não olha.
Você não viu?
Você não quer?
Eu olho pra você:
”?”
Você vê através de mim:
“Eu quero só você.”
Eu quero só você.
Só você.
Amor.
Ah, o amor.
Algo tão lindo… Tão idealizado.
Tão perfeito, mágico, ilustre, magnifico, esplendoroso e todas aquelas outras palavras que eu, tão longe da suposta perfeição parnasiana, tento utilizar sem motivo concreto, só pra enfeitar.
Usar palavras difíceis pra esconder o fato de não conseguir definir algo é coisa de gente fraca. Prazer, Srta. Fraca.
Vou dizer em português claro: Eu não sei o que é o amor. As vezes acho que sinto, as vezes eu tenho certeza. Porém, por não ser uma coisa definível, nunca realmente sei o que pensar. (Eu penso demais.)
Na minha insignificante e estupida opinião, o amor deveria ser algo simples. S-I-M-P-L-E-S. 6 letras, duas sílabas.
Então o amor deveria ser menos, ser “mais baixo”, ser mais humilde, talvez. Vou defini-lo como “bom”. O amor é bom. Bom, bom, bom. Não! Só 1 bom. Ele é bom, isso. Parece pouco, eu sei. Mas soa simples, fácil. Coloco toda a magia desse sentimento dentro dessas três letras (bê, ó, eme), e paro de pensar um pouco em tudo isso. Ou melhor, de falar sobre tudo isso.